O Último entendimento na tradição Não-Dual, envolve a questão:
Onde podemos encontrar plenitude, felicidade ou paz? 
Independente das condições, das circunstâncias, de relacionamentos,atividades e etc...a fonte da paz, felicidade, ou bem estar só pode ser encontrada em si mesmo.
 É preciso reconhecer o que nós somos essencialmente.

 Na tradição Não- Dual, nós começamos com a investigação  de qual é nossa natureza essencial.

O que é isso que nós referimos como ´´Eu´´?

Nós observamos que somos conscientes de nossos pensamentos, mas nossos pensamentos não são essenciais a nós, 
nossos pensamentos estão sempre indo e vindo, sentimentos, sensações, percepções; todos estão sempre indo e vindo;mas um elemento da experiência,permanece sempre presente.

Permanece como ´´background`` da experiência, e isso é o que nós chamamos de ´´Eu``.
Nós temos nos chamados de ``Eu´´ desde que éramos crianças, através de nossas vidas, nos referimos a nós mesmos como ´´Eu´´.

Então ´´Eu`` é indicativo desse elemento sempre presente em todas as mudanças da experiência.

Ao longo de nossas vidas, nossos sentimentos e percepções mudaram inúmeras vezes.

Mas isso que temos nos referidos como ´´Eu´´ tem permanecido continuamente presente, ou mais precisamente, está sempre presente através da experiência.

E se nós fizermos uma profunda investigação do que é esse ´´Eu´´
somente encontraremos a experiência de ´´Ser consciente`` ou Consciência em si mesma.

Nós expressamos isso quando dizemos:´´eu sou consciente do meus pensamento, eu sou consciente dos meus sentimentos e sensações, eu sou consciente...

Ser consciente permeia toda a experiência.

Esse é o primeiro passo que nós damos:

o reconhecimento de que  ´´Eu sou a presença consciente´´para qual ou na qual toda a experiência surge.

Existem basicamente uma abordagem, em dois passos,
e o primeiro envolve uma virada no caminho dos elementos objetivos de nossa experiência.

Os elementos objetivos, não se dizem, somente em relação às percepções do mundo, mas também as sensações do corpo, imagens, sentimentos e pensamentos.

Tudo isso tem uma qualidade objetiva.
Então o primeiro passo no entendimento ´´Não-Dual``envolve a iniciação de perguntas como:

O que é que conhece, ou é consciente de minha experiência?

Se eu te perguntasse:
Que horas são?
Você iria dirigir-se a atenção para o relógio.
Se eu te perguntasse:
Como está o clima?
Você olharia pela janela.
Se eu te perguntasse:
O que você jantou na noite passada?Você iria direcionar sua mente para as imagens de sua última noite.

Nesses três exemplos, a mente vai em direção à um tipo de experiência objetiva: um pensamento, uma percepção, uma memória.
Agora se eu te perguntar:

O que é que conhece ou é consciente de todas as experiências?Para onde vai a mente para encontrar a resposta?

Se ela for em direção à um objeto,ela vai apenas reafirmar a pergunta:
Mas o que é consciente desse objeto?
E nesse caminho, a mente percebe, que para encontrar a resposta para essa pergunta, não se pode ir em direção à um pensamento, sentimento, imagem, sensação ou percepção.

Em outras palavras, a mente é convidada a ir nessa direção desconhecida, nessa direção não objetiva; é convidada a ir em direção à fonte de si mesma; e essa prática é a essência da meditação ou da oração.

Essa prática não envolve o foco da mente, é mais como um relaxar da mente.

Ao invés da mente ir em direção à um objeto(pensamento,memórias, etc...) ela se afunda em sua essência, 

na Consciência.

E em certo ponto acontece o reconhecimento de que a natureza essencial da mente, a nossa natureza essencial,
 é ilimitada, 
é ser Consciência ilimitada.

Em outras palavras o que nós somos essencialmente, não é limitado, ou preso por pensamentos, sentimentos e sensações.
O que nós somos essencialmente é esse aberto, vazio, sem forma, ilimitado.

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